Fórum Empresarial do BRICS 2025 no Rio: Propostas, Oportunidades e o Papel do Brasil na Nova Ordem Econômica Global

Introdução

O Fórum Empresarial do BRICS 2025, realizado em 5 de julho no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, foi um marco histórico para o Brasil e para o bloco econômico que hoje reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros novos membros como Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos e Etiópia. Em um momento de redefinição das estruturas globais, o encontro destacou a força dos países do Sul Global, apontando caminhos para o desenvolvimento sustentável, transição energética, inclusão financeira, igualdade de gênero e inovação tecnológica.

Neste artigo, você vai entender as principais propostas discutidas, as oportunidades de negócios geradas, e como o Brasil pode se beneficiar e liderar dentro deste novo cenário global.


Sob a liderança do Brasil na presidência rotativa do bloco em 2025, o Fórum Empresarial apresentou não apenas debates conceituais, mas também propostas práticas e oportunidades concretas para empresários, investidores, gestores públicos e startups. Foi um chamado à ação para o setor produtivo do BRICS, incentivando a construção de parcerias estratégicas que vão muito além do comércio convencional.

O BRICS em nova fase: protagonismo e inovação

A presença dos principais líderes do bloco e de representantes empresariais reforçou a ideia de que o BRICS se consolida como alternativa concreta à hegemonia econômica tradicional. O bloco responde por mais de 40% da população mundial, cerca de 25% do PIB global e um volume crescente de comércio internacional – mais de US$ 210 bilhões em trocas comerciais com o Brasil só em 2024.

O presidente Lula, na abertura do fórum, destacou que cabe aos governos “abrir portas” e aos empresários “fazer negócios”. O Brasil, nesse contexto, assume um papel fundamental como articulador entre os interesses globais e as demandas regionais, equilibrando desenvolvimento econômico com justiça social e sustentabilidade.

A cúpula buscou transformar intenções políticas em propostas operacionais. A pauta foi estratégica e diversa:

1. Transição energética e economia verde

A transição para uma economia de baixo carbono é inevitável – e o BRICS quer liderar esse processo. O Brasil, com sua matriz energética limpa (mais de 80% renovável), tornou-se referência ao propor a ampliação de projetos em biocombustíveis, energia solar e eólica, hidrogênio verde e manejo sustentável de florestas tropicais. O Fundo Florestas Tropicais para Sempre e o apoio à COP30 são exemplos de compromissos assumidos.

Além disso, o bloco planeja explorar com responsabilidade os minerais críticos (como nióbio, lítio, grafite e terras raras), essenciais para baterias, semicondutores e tecnologias do futuro. Isso abre espaço para investimentos em infraestrutura, logística, pesquisa e parcerias público-privadas.

2. Pagamentos em moedas locais e o BRICS Pay

Para reduzir a dependência do dólar nas trocas comerciais, o Fórum defendeu a expansão do uso de moedas locais e o desenvolvimento do BRICS Pay, um sistema digital de pagamentos transfronteiriços. Essa proposta facilita o comércio bilateral e multilateral, melhora o fluxo de caixa das empresas, protege contra volatilidade cambial e reduz custos operacionais.

É uma janela de oportunidade para fintechs, bancos digitais, desenvolvedores de blockchain, plataformas de e-commerce e consultorias financeiras que buscam atuação internacional.

3. Inovação, inteligência artificial e economia digital

Outro ponto alto foi o compromisso com a regulação da inteligência artificial (IA) com foco nos direitos humanos e na ética. O Brasil propôs a criação de uma governança multilateral da IA, alertando para os riscos da desinformação, da exclusão e da manipulação algorítmica.

No campo da economia digital, o fórum estimulou a inclusão de pequenas e médias empresas no comércio exterior, incentivou a formação de talentos digitais e propôs investimentos em infraestrutura tecnológica nas regiões mais vulneráveis.

Cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador já estão se transformando em laboratórios urbanos de inovação dentro do conceito Smart BRICS Cities.

4. Igualdade de gênero e empreendedorismo feminino

Um destaque do fórum foi a ênfase na inclusão das mulheres no comércio internacional. Segundo a Organização Mundial do Comércio, apenas 15% a 34% das empresas que exportam nos países do BRICS são lideradas por mulheres. No Brasil, esse número é de cerca de 31%, o que mostra potencial inexplorado.

O evento sediou também o Encontro de Negócios BRICS/WBA (Women Business Alliance), promovendo conexões, mentorias, acesso a crédito e capacitação para empresárias e líderes femininas.


Oportunidades práticas para o Brasil e empresários brasileiros

O Fórum Empresarial do BRICS 2025 foi mais do que uma vitrine de intenções: ele ofereceu caminhos práticos para o Brasil e para empresas de diversos portes que queiram se posicionar de forma global. Abaixo, elencamos as principais:

Para o agronegócio

  • Exportação de produtos com certificação verde.
  • Participação em cadeias sustentáveis de produção e distribuição.
  • Financiamentos internacionais via Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

Para energia e infraestrutura

  • Parcerias com o BNDES e o NDB para obras de transição energética e projetos de PPPs.
  • Desenvolvimento de usinas solares, eólicas e de hidrogênio verde.

Para o setor digital e startups

  • Criação de plataformas para o BRICS Pay e moedas locais.
  • Desenvolvimento de soluções em IA, educação digital e segurança cibernética.
  • Ampliação de marketplaces que conectem países do bloco.

Para o empreendedorismo feminino

  • Programas de mentoria e acesso a fundos multilaterais.
  • Participação em redes internacionais como a Women Business Alliance.

Conclusão: o futuro já começou – e passa pelo BRICS

O Fórum Empresarial do BRICS 2025 no Rio consolidou o Brasil como um player estratégico no novo cenário econômico global. O evento foi uma vitrine de propostas transformadoras, mas, sobretudo, uma convocação à ação para empresários, investidores e lideranças brasileiras.

Em tempos de instabilidade geopolítica e mudanças tecnológicas aceleradas, o BRICS representa um espaço de cooperação que valoriza a diversidade, promove a inclusão e aposta na inovação.

O momento exige ousadia. Oportunidades existem – e são reais. Cabe a nós transformar diálogo em ação, ideias em projetos, e projetos em prosperidade.

O Brasil tem tudo para ser protagonista dessa nova era.

By Wilson Cyrillo

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